O meu diário da preparação para o Claro Brasil Ride

Este blogue destina-se exclusivamente a compartilhar convosco a preparação para a minha primeira grande aventura além-fronteiras em BTT, e que será também a minha primeira prova por etapas em bicicleta de todo-o-terreno.

A Claro Brasil Ride é uma competição que se vai disputar entre equipas duplas, tem 6 dias de duração, com início no dia 14 de Novembro. Os mais de 600km vão desenrolar-se na magnifica Chapada Diamantina (Bahia). Espera-se muita dureza.

O meu colega de equipa é Abraão Azevedo. Ciclista muito conhecido na América do Sul, com vários títulos conquistados, sobretudo no XCO.
A minha missão é treinar o melhor possivel no curto espaço de tempo que me resta até à prova, para estar à altura do meu colega, e da dureza que me espera.

Esta aventura só será possível com o apoio de várias empresas: GoldNutrition, BikeZone, Cannondale, Fullwear, TAP, Garmin, e mais importante, família e amigos.

Mais sobre mim em www.gamito.eu
Mais sobre a Claro Brasil Ride em www.clarobrasilride.com


sábado, 9 de outubro de 2010

DIA -36: Picanços e aditivos

Felizmente as previsões meteorológicas falharam uma vez mais. A manhã, aqui na região Oeste esteve espectacular. Combinei, com o grupinho dos fins-de-semana, às 9h00 no ponto de encontro para um treino com bicicleta de estrada. Apontámos em direcção à serra do Montejunto. Há meses que não fazia essa subida. Era uma boa oportunidade para testar o meu joelho a forçar em subida.

Alguns destes meus amigos que andam ao fim-de-semana comigo, têm muito "motor", nomeadamente o Tiago Silva, mais conhecido por Atic, e o Rogério Silva (não são irmãos). Aliás, o Atic terá passado ao lado de uma grande carreira como ciclista. Tem qualidades genéticas extraordinárias. Faz-me lembrar o David Blanco. 

Quando eu e o Atic treinamos juntos, dificilmente o treino vai tranquilo. Ele gosta de acelerar, e eu não fico atrás:) Na subida do Montejunto, com cerca de 6km, o Atic conseguiu aguentar a minha roda até faltar mil metros para o final. E digo-vos que eu não ia devagar! Vejam AQUI os dados Garmin deste treino.
Depois de reunirmos as "tropas" no final da subida, continuámos o treino num ritmo mais controlado, mas com mais uns picanços pelo meio :)
O balanço deste treino: estou no início da fase mais intensa da preparação para a CBR, como tal ainda sinto falta de ritmo em alta intensidade. Também noto que perdi massa muscular, sobretudo na perna esquerda, a que tem o joelho lesionado. Deve-se ao facto de não puder colocar muita carga, nem na bike, nem no cycling. Mas enquanto não conseguir tratar desta lesão, não posso resolver esta situação. Acho que agora, só mesmo depois de um largo período de descanso, quando regressar da CBR. Estou a prever parar durante todo o mês de Dezembro.

Falando de outro assunto - ADITIVOS. É pura hipocrisia quando os "entendidos" dizem que basta uma alimentação equilibrada para satisfazer todas necessidades de um atleta de competição!
E cada vez mais isto é menos verdade. Porquê?
Porque os alimentos são cada vez mais plásticos, e fornecem menos nutrientes básicos, como vitaminas, proteínas de qualidade e cada vez mais estão carregados de gorduras hidrogenadas, açúcares "vazios" e químicos de toda as espécie.
Porque as exigências competitivas são cada vez maiores; os adversários treinam cada vez mais e melhor, os recordes são cada vez mais difíceis de bater e por isso cada um de nós tem que melhorar a sua performance. Como um carro ou moto de competição, o corpo humano também precisa de gasolina de competição e de aditivos.
Há dois caminhos para a melhoria do rendimento físico e até psíquico. O caminho mais fácil é o do doping, o mais difícil é o do trabalho árduo e o recurso à tecnologia e à nutrição desportiva. Nem sempre o caminho mais fácil é o melhor. Neste caso então está mesmo fora de questão.

Durante toda a minha carreira como ciclista de alta competição sempre me preocupei bastante com o treino de qualidade, recorrendo sempre às tecnologias existentes, e à nutrição desportiva. Mas foi em 1996, quando fui para Espanha que realmente me apercebi da importância desta área no rendimento de um atleta que pode pedalar mais de 35.000km/ano. Aí comecei a ser acompanhado por um médico, e nomes que nunca tinha ouvido falar até essa altura, começaram a fazer parte do meu vocabulário - Glutamina, Ornitina, Zinco, Arginina e outros acabados em "ina".
Gostei tanto desta área, que procurei aprofundar mais os meus conhecimentos, até ao ponto de, neste momento trabalhar para uma marca de nutrição desportiva - a GoldNutrition.

Apesar de já não ser atleta de alta competição, e de levar o BTT de uma forma mais lúdica, gosto sempre de estar a um bom nível competitivo e ao mesmo tempo cuidar da minha saúde. Para isso continuo a recorrer à suplementação no meu dia-a-dia. Eu e o resto da minha família. Até os meus filhos já tomam alguns suplementos nutricionais, como o Omega-3, ou os antioxidantes.

Neste momento o que tenho no meu armário dos suplementos está nesta foto. A maioria, como é óbvio é da GoldNutrition, não só porque é a "minha" marca, mas porque sei bem a qualidade que a mesma tem. Uma outra marca que gosto muito é a Kyolic. Não são suplementos de nutrição desportiva, mas tem produtos muito bons para quase todas as necessidades.


Atenção que eu não tomo os produtos desta foto durante todo o ano. A suplementação deverá ser adaptada às necessidades individuais de cada individuo e à altura do ano, dependendo neste caso dos objectivos de cada um. Há alturas do ano que só tomo 1 ou 2 produtos, e há outras alturas que posso tomar mais de 6. 
Na primeira fase de preparação para a CBR, em que a intensidade dos treinos era mais reduzida, a suplementação também era mais reduzida. Basicamente era a Glutamina, a L-Carnitina, o Total Whey, o SAFE, o Kyolic 105, os BCAA e o Goldrink Premium, este último é simplesmente a bebida que uso nos treinos. Agora que os treinos se tornam mais intensos e as condições climatéricas são mais adversas, acrecentei o Fast Recovery e o ZMA, substituí o Kyolic 105 pelo 103, e por causa da minha lesão do joelho, reforcei a toma do Kyolic EPA (Omega3) e acrescentei o Reumaplus Alivio Activo. A partir desta semana, vou substituir o ZMA pelo Tribulus, e daqui a uma semana, acrescento a Creatina Power Mix e o Lacticell. O Magnésio, tomo apenas nos dias anteriores às maratonas de BTT.
Parece muita coisa e complicado, não é?! :) É uma questão de hábito, e podem crer que estes suplementos são muito mais saudáveis que muita "comida" que pensamos ser inofensiva.

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